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terça-feira, dezembro 20, 2016

Tartarugas Jurássicas, em tese de mestrado por Rita Vilas Boas


No dia 19 de Dezembro de 2016, a nossa paleontóloga Rita Vilas Boas defendeu a sua dissertação intitulada “Tartarugas do Jurássico Superior de Portugal” na Faculdade de Ciências e Tecnologia de Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), Caparica, obtendo uma aprovação por unanimidade por 18 valores. A dissertação resulta da tese do Mestrado de Paleontologia em associação entre a FCT-UNL e a Universidade de Évora, orientada por Octávio Mateus e com grande enfoque nas tartarugas fósseis do Museu da Lourinhã.

Rita Vilas Boas na defesa da sua tese de mestrado aos 19 de Dezembro de 2016
Paulo Legoinha, Octávio Mateus, Rita Vilas Boas e Luís Ceríaco

A defesa desta tese atraiu um público interessado, sobretudo de estudantes de paleontologia, família e amigos

Parabéns Rita Vilas Boas!


Resumo:
Os sedimentos litorais do Jurássico Superior de Portugal, sobretudo do Kimmeridgiano e Titoniano, mostram um registo único e rico de tartarugas. Até ao momento, foram identificadas fósseis de Paracryptodira (Pleurosternidae), Eucryptodira basal (Plesiochelyidae e Hylaeochelys) e Pleurodira (Platychelyidae). Descrevem-se aqui quatro espécimes inéditos que compreendem carapaças e plastrão de tartarugas do Jurássico Superior da Bacia Lusitaniana do Membro da Praia Azul da Formação da Lourinhã. Os quatros espécimes do Museu da Lourinhã foram preparados, analisados e descritos, permitindo a sua identificação e classificação filogenética. O esqueleto craniano e apendicular continua raro e pouco conhecido. Estes espécimes são atribuídos a Pleurosternidae Selenemys lusitanica, a Plesiochelyidae Plesiochelys e Craspedocheys e a Eucriptodira basal Hylaeochelys kappa o que é coerente com o já previamente reportado para a Bacia Lusitaniana. O espécime Selenemys lusitanica ML1247 e o holótipo de Selenemys lusitanica são os únicos espécimes de Pleurosternidae identificados no registo europeu do Kimeridgiano superior. O espécime de Hylaeochelys kappa ML2033 tem caracteres distintos do holótipo de H. kappa, considerados aqui como variação interespecífica. Além disso, Hylaeochelys kappa ML2033 é a ocorrência de Hylaeochelys mais antiga conhecida, sugerindo que a origem do género poderá ser ibérica. Os espécimes Plesiochelys sp. ML425 e Craspedocheys sp. ML2164 não poderam ser identificados a nível específico devido à sua condição fragmentada. Plesiochelyidae ocorre sobretudo em níveis transgressivos e de influência marinha, ​o ​que sugere um habitat marinho costeiro ​e ​alguma colonização marinha das tartarugas no Jurássico Superior, em linhagens que não deram origem às tartarugas marinhas do Cretácico Superior nem actuais, que têm uma carapaça mais fenestrada e leve.


Provas de Mestrado em Paleontologia de Rita Isabel Rodrigues Vilas Boas
Dissertação: "Tartarugas do Jurássico Superior de Portugal"
Constituição do Júri: 
Presidente: Doutor Paulo Legoinha, FCT-UNL
Vogais: Doutor Luís Miguel Pires Ceríaco, Investigador Pós-Doutorado, Villanova University, PA, EUA, e  Doutor Octávio Mateus, Professor FCT-UNL.

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