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terça-feira, agosto 16, 2016

Paleontólogos portugueses numa expedição à Gronelândia para escavar dinossauros


Paleontólogos portugueses voltaram à Gronelândia para escavar dinossauros e outros fósseis com 210 milhões de anos. Durante 3 semanas de Julho e Agosto os paleontólogos Octávio Mateus e Marco Marzola, da FCT - Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, estiveram no leste da Gronelândia para escavar fósseis. Recorde-se que em 2012 a expedição científica tinha contado com a participação de Octávio Mateus que descobriu uma jazida com numerosos animais, entre os quais raros fitossauros, carnívoros aquáticos com um aspecto semelhante a um crocodilo.
A equipa da expedição deste ano contou apenas com quatro cientistas: além dois paleontólogos de Portugal juntaram-se Lars Clemmensen da Universidade de Copenhaga e e Jesper Milàn do Museu de Faxe, na Dinamarca.
A equipa acampou numa região que nesta altura do ano é acessível unicamente por helicóptero. Apesar da área ser tradicionalmente gelada, as temperaturas variaram entre os 7 e os 45ºC ao sol, o que é invulgarmente quente. A região é rica em fósseis do Triásico, incluindo pegadas e ossos dos quais se incluem alguns dos mais antigos dinossauros. A expedição permitiu descobrir pegadas, fitossauros, dinossauros, plesiossauros e peixes, que agora serão estudados em Portugal e na Dinamarca e irão enquadrar o doutoramento que Marzola está a desenvolver sobre os anfíbios e répteis fósseis daquela região.

Gronelândia. Aspecto da escavação vista de drone
Chegada ao local de acampamento e escavações
Portugal também tem fitossauros e outros fósseis da mesma idade em terrenos do Triásico do Algarve.

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