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segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Osteologia de lagartos europeus


Saiu um novo trabalho liderado por Andrea Villa que se debruça sobre osteologia, registo fóssil e paleobiodiversidade de lagartos europeus. 
O estudo  publicado na revista Amphibia-Reptilia e que também contou com a participação do nosso colaborador Emanuel Tschopp confirma, com dados osteológicos, a monofilia do género Lacerta que, em Portugal, inclui o lagarto-de-água Lacerta schreiberi. O sardão, previamente denominado Lacerta lepida, é o outgroup, e com o nome Timon lepidus.
"Lacertilia", desenhado por Ernst Haeckel
publicado no Kunstformen 
der Natur, 1904

Abstract. The capability of palaeontologists to identify fossil remains of a particular group of vertebrates strongly depends on the knowledge they have of its comparative osteology and on the actual presence of diagnostic differences among the considered taxa. This could have a relevant influence on the study of palaeodiversity, since a low recognisability causes a loss of data when trying to reconstruct the history of taxa that lived on Earth in the past. Currently, more than 6000 extant species of lizards and worm lizards are known, and new ones continue to be discovered, mainly based on molecular data. But are we able to recognise this high diversity using osteology? As far as European taxa are concerned, the osteological recognisability of non-snake squamates is very low: only 31% of the extant European taxa can be identified based on their skeletal morphology.
This is balanced partially by the fact that most recognisable taxa have been actually recognised in the fossil record, suggesting that the lost data are mainly due to the scarce knowledge of the comparative osteology of these reptiles and less influenced by other biases, such as taphonomic or collection biases. In this context, specimen-level phylogenetic analysis has proved to be a useful tool to identify diagnostic combinations of osteological features, at least for lacertid species, as evidenced by a case study focused on the genus Lacerta.

Filogenia do género Lacerta (Villa et al., 2017)

Villa, A., Tschopp, E., Georgalis, G.L. and Delfino, M., 2017. Osteology, fossil record and palaeodiversity of the European lizards. Amphibia-Reptilia38(1), pp.79-88. PDF
http://booksandjournals.brillonline.com/content/journals/10.1163/15685381-00003085 



Sobre uma panorâmica de um ecossistema do Cretácico Inferior de Espanha num novo artigo


Imagens do artigo por Gasca et al. (2017)
O estudo agora publicado na revista Palaeo3 por uma equipa de investigadores de Portugal, Espanha, Argentina e da Alemanha, da qual faz parte Miguel Moreno-Azanza, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA) e colaborador do Museu da Lourinhã, revela a preservação de diferentes tipos de dinossauros e outros restos fósseis de vertebrados (ossos, cascas de ovo e pegadas) do Barremiano (Cretácico Inferior) da Formação de Mirambel (Bacia do Maestrazgo, Cadeia Ibérica, NE de Espanha).
Só dentro desta unidade, na área de Ladruñán, na província de Teruel, foram reconhecidos 31 locais contendo fósseis de variados vertebrados e trilhos de dinossauros.

O registro de dinossauros identificado inclui ornitópodes, terópodes e saurópodes; os trilhos permitem concluir que estes frequentavam zonas costeiras de lagos, planícies aluviais e cursos fluviais. Os fragmentos de cascas de ovos são frequentes em toda a unidade, mas são claramente mais comuns em depósitos lacustres. 



O resumo, em inglês, é o seguinte:
The Barremian Mirambel Formation (Maestrazgo Basin, Iberian Chain, NE Spain) preserves different types of dinosaur and other vertebrate fossils (skeletal, eggshell and ichnological remains). A total of 31 vertebrate fossil sites and tracksites have been recognized within this unit in the Ladruñán area (Teruel province). Detailed stratigraphic, sedimentological and micropalaeontological analyses have also been performed in the unit. A vertical sedimentary trend from alluvial-dominated facies (meandering river and related overbank areas) to palustrine-lacustrine facies and back has been defined for the Mirambel Formation in this area. The depositional system was located close to the coastline, as indicated by sporadic marine input in the lower part of the unit.
Most fossil remains were recovered by surface collection as well as by the usual techniques used for macrovertebrate excavations. The dinosaur record identified comprises ornithopods, theropods and sauropods. Four distinct track-bearing horizons have been identified. The heterolithic nature and aggradation characteristic of the Mirambel Formation are favourable factors for track formation and preservation. The dinosaur tracks consist of convex hyporeliefs or concave epireliefs that record the trackmakers as they frequented lakeshores, alluvial floodplains and fluvial courses. Macrovertebrate bonebeds occur in alluvial settings (poorly-drained floodplains and “ponds”). Microvertebrate concentrations are located in shallow lacustrine deposits. Isolated skeletal elements can be found in a great variety of deposits. Attritional accumulation in a low-energy depositional context is the general pattern of origin for the bone-bearing fossil sites of the Mirambel Formation. As regards the genetic framework, the resulting skeletal assemblages are predominantly the result of physical factors, with sedimentology as a key factor, rather than biological phenomena. Eggshell fragments are frequent throughout the unit but are clearly more common in palustrine-lacustrine deposits. These can be taken to be parautochthonous bioclasts from nearby areas and might be indicative of the preferential affinity of the egg-layers for wetlands and lakeshores.


A referência completa do artigo é:
Gasca, J. M., Moreno-Azanza, M., Bádenas, B., Díaz-Martínez, I., Castanera, D. , Canudo, J. I., Aurell, M. 2017. Integrated overview of the vertebrate fossil record of the Ladruñán anticline (Spain): Evidence of a Barremian alluvial-lacustrine system in NE Iberia frequented by dinosaursPalaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, Volume 472: 192-202 

XV Encontro de Jovens Investigadores em Paleontologia


O EJIP, Encontro de Jovens Investigadores em Paleontologia, é um congresso anual dirigido por jovens paleontólogos para jovens paleontólogos que visa a promoção da colaboração entre investigadores e instituições com o intuito de criar sinergias que desenvolvam todo o potencial da sua investigação.
Este ano, já na sua XV edição, o EJIP realizar-se-á em Pombal (Portugal), entre os dias 19 e 22 de Abril. 


O programa científico inclui duas das saídas de campo. Uma delas, dedicada ao Mesozóico da Bacia Lusitaniana, terá enfoque na diversidade dos invertebrados e vertebrados presentes nos ambientes marinhos e de transição do Jurássico Médio e dos ambientes continentais do Jurássico Superior, nos trilhos de dinossauros da Pedreira do Galinha e nas descobertas feitas na Jazida de Andrés (conhecida  pela descoberta do dinossauro terópode Allosaurus fragilis). A outra visita terá o principal foco no Ordovício da região de Buçaco e será direccionada para alterações na diversidade e composição das comunidades bentónicas desde o Ordovícico Superior até à grande extinção finiordovícica. 



Mais informações, programa e inscrições em:http://xvejip-pombal.blogspot.pt/p/que-es-ejip.html

VI Simpósio "Dinosaur Eggs and Babies" 2017

A sexta edição do Simpósio Dinosaur Eggs and Babies a decorrer de 3 a 8 de Outubro de 2017, terá lugar no Monte da Caparica, Portugal.

O simpósio sobre ovos e bebés de dinossauros é um dos mais importantes e prestigiados do mundo nos âmbitos da Paleoologia, a ciência dos ovos fósseis, e do desenvolvimento dos dinossauros e ontogenia. Com a primeira edição em 1999, sobre a alçada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em colaboração com Museu da Lourinhã, e realizado regularmente a cada três a quatro anos desde então, tem representado um impulso significativo nestes campos.


Para a edição deste ano, o principal tópico de discussão proposto é a formação das cascas de ovo.
O programa científico inclui ainda três sessões plenárias, cada uma delas direccionada para um dos temas nucleares: biomineralização de ovos e ossos, ovos de dinossauros e desenvolvimento de dinossauros.

Primeira circular (em inglês) disponível para consulta aqui.
Segunda circular (em inglês) disponível para consulta aqui.

Mais informações no site da FCT-UNL:

+(351) (212 948 573) ext 10205

Ou nas redes sociais:

Twitter: @VIDinoEggsBabi
Facebook: /VIDinoeggsandBabies/


quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Pegadas de dinossauros e mamíferos em Angola


No artigo publicado na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology são apresentadas pegadas de mamíferos, de crocodilomorfos e dinossauros saurópodes do Cretácico inferior de África. As pegadas provêem da mina de diamante da Catoca, na Lunda Sul, em Angola. Os trilhos de mamíferos têm uma morfologia única, atribuída a Catocapes angolanus ichnogen. et ichnosp. Nov. As pegadas com comprimento médio de 2,7 cm e largura de 3,2 cm são as maiores de mamíferos conhecidas do Cretácico Inferior, não existindo do mesmo tamanho no registro fóssil de ossos. As pistas de crocodilomorfos são atribuídas a Angolaichnus adamanticus ichnogen. et ichnosp. nov. Uma pista de dinossauro saurópode de tamanho médio preservou impressões de pele de um animal com uma passada de 1,6 m.



Este trabalho do Projecto PaleoAngola foi assinado por Octávio Mateus, Marco Marzola, Anne S. Schulp, Louis L. Jacobs, Michael J. Polcyn, Vladimir Pervov, António Olímpio Gonçalves, e Maria Luisa Morais.

Referência completa:

Mateus, O., Marzola, M., Schulp, A.S., Jacobs, L.L., Polcyn, M.J., Pervov, V., Gonçalves, A.O. and Morais, M.L., 2017. Angolan ichnosite in a diamond mine shows the presence of a large terrestrial mammaliamorph, a crocodylomorph, and sauropod dinosaurs in the Early Cretaceous of Africa. Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.

Journal of Paleontological Techniques tem novo site

A nossa revista científica Journal of Paleontological Techniques tem novo site como revista online de acesso livre no ScienceOpen.
Esta revista de revisão pelos pares do GEAL - Museu da Lourinhã tem como editor principal Emanuel Tschopp e visa abordar métodos e técnicas em Paleontologia.

https://www.scienceopen.com/search#collection/27432d4b-0e8d-4b43-9caa-fec681ae47ed


I Congresso sobre Planalto das Cesaredas

Decorrerá este ano, entre 31 de Março e 2 de Abril, na Lourinhã (Portugal) o I Congresso sobre o Planalto das Cesaredas.

De organização conjunta entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Associação dos Amigos do Planalto das Cesaredas, o congresso visa promover o conhecimento científico, nas suas diversas vertentes - Geologia, Geomorfologia, Arqueologia, Espeleologia, Fauna, Flora, Património e Cultura - desta região que abrange os municípios da Lourinhã, Peniche, Bombarral e Óbidos.


Mais informações em:

http://www.dct.fct.unl.pt/congresso-cesaredas
http://www.aaplanaltocesaredas.pt/

Knoetschkesuchus guimarotae é o novo nome do pequeno crocodilomorfo de Portugal

Knoetschkesuchus langenbergensis (Foto: OM)
Da jazida de Oker, Langenberg, na Baixa Saxonia, a norte da Alemanha, foi descrito o pequeno, mas adulto, crocodilomorfo Knoetschkesuchus langenbergensis Schwarz et al 2017 muito próximo do Theriosuchus.

Este atoposaurídeo do Jurássico Superior vem da mesma jazida do saurópode Europasaurus holgeri.

Em Portugal era conhecido o Theriosuchus guimarotae, que agora se verifica ser muito próximo de Klangenbergensis pelo que o trabalho de Daniela Schwarz e colegas permite fazer uma nova combinação taxonómica: Knoetschkesuchus guimarotae para o material português.


Nils Knötschke (foto:OM)


O nome é dedicado a Nils Knötschke do DinoPark de Münchehagen.


Schwarz D, Raddatz M, Wings O (2017) Knoetschkesuchus langenbergensis gen. nov. sp. nov., a new atoposaurid crocodyliform from the Upper Jurassic Langenberg Quarry (Lower Saxony, northwestern Germany), and its relationships to Theriosuchus. PLoS ONE 12(2): e0160617. doi:10.1371/journal.pone.0160617

Comparação entre Knoetschkesuchus langenbergensis da Alemanha K.guimarotae de Portugal (Schwarz et al 2017)

Novo dinossauro encontrado com conteúdo estomacal preservado

Miguel Moreno-Azanza, investigador da FCT – Universidade Nova de Lisboa e colaborador do Museu da Lourinhã, integra uma equipa multi-disciplinar de investigadores de Saragoça (Espanha) e Portugal, que descreve agora um novo dinossauro encontrado com conteúdo estomacal preservado

O estudo hoje publicado na revista Scientific Reports descreve o novo dinossauro ornitísquio, Isaberrysaura mollensis gen. et sp. nov., no Jurássico de Neuquén, na Argentina. A pesquisa multidisciplinar, liderada pelo Professor Leonardo Salgado, foi realizada por paleontólogos da Universidade de Río Negro-Conicet, Universidade da Prata, Museu Olsacher de Zapala e Museu de Huincul (Argentina) e da Universidade de Saragoça (Espanha), contando com a colaboração de Miguel Moreno-Azanza, pós-doutorado no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia e membro no grupo de investigação GeoBioTec (FTC-UNL).

O espécime agora descrito traz importantes implicações para a evolução e paleobiologia deste grupo de dinossauros herbívoros, os ornitísquios. Em primeiro lugar, foi recuperado num ambiente marinho inesperado, apesar de ser um animal claramente terrestre, o que revela que a carcaça foi transportada da costa para ambientes marinhos profundos, onde foi encontrada juntamente com restos de répteis marinhos. Em segundo lugar, apresenta centenas de sementes mineralizadas, na área onde as entranhas estão localizadas, de pelo menos duas espécies diferentes de plantas, incluindo Cycadales. Isto evidencia que Cycas era um importante elemento da dieta destes dinossauros desde o início da evolução deste grupo e suporta estudos prévios de coevolução entre plantas e dinossauros herbívoros.
Finalmente, a posição filogenética de Isaberrysaura fornece evidências de que a linhagem que dá origem ao bem sucedido grupo de dinossauros herbívoros, os ornitópodes, ocupava já terrenos da Gonduana desde o Jurássico Inferior, redesenhando a evolução e dispersão deste grupo.

O nome atribuído, Isaberrysaura, é em homenagem a Isabel Valdibia, paleontóloga amadora argentina que encontrou os primeiros restos desses dinossauros e os doou ao Museu Olsacher de Zapala (Argentina), onde podem ser visitados a partir de hoje.


Isaberrysaura mollensis


Salgado, L., Canudo, J.I., Garrido, A.M., Moreno-Azanza, M., Martínez, L.C.A., Coria, R.M., Gasca J.M. 2017. A new primitive Neornithischian dinosaur from the Jurassic of Patagonia with gut contents. Scientific Reports,

Sobre a velocidade das ovelhas do Neolítico e o rinoceronte na corte Portuguesa


Dois trabalhos recentemente publicados sobre mamíferos chamaram-nos a atenção e têm a haver com Portugal:


As ovelhas (Ovis) chegaram a Portugal no milénio VI a.c., pois os vestígios descobertos em Lameiras, Sintra, foram datados de 5450 a.c. (Neolítico). Este artigo intitulado "A Velocidade de Ovis[...]" assinado por Simon Davis e Teresa Simões não aborda a velocidade de corrida das ovelhas mas a sua velocidade de dispersão (1.6 km por ano), vindas da Ásia até Portugal. O artigo também ajuda a distinguir ossos de cabra e ovelha.


Davis, S. and Simões, T., 2016. The velocity of Ovis in prehistoric times: the sheep bones from early Neolithic Lameiras, Sintra, Portugal. O Neolítico em Portugal antes do Horizonte 2020: Perspectivas em debate2, pp.51-66. 
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/25678/1/2016-Sheep-Velocity-Monografia2_AAP.pdf



Famosa ilustração do rinoceronte oferecido ao Papa por Portugal, ilustrado por A.Dürer


Juan Pimentel publicou o livro The Rhinoceros and the Megatherium que relata o famoso caso, de 1515, quando um rinoceronte indiano foi oferecido pelo rei de Portugal, Manuel I, como presente ao Papa Leão X. O rinoceronte morreu quando o barco em que era transportado naufragou, próximo a costa da Itália, a princípios de 1516.

Pimentel, Juan. The Rhinoceros and the Megatherium. Harvard University Press, 2017.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Três novos artigos da paleontologia portuguesa


As plantas fósseis de São Jorge, na Madeira foram alvo de um artigo científico:

Carlos A. Góis-Marques, José Madeira, and Miguel Menezes de Sequeira 2017. Inventory and review of the Mio–Pleistocene São Jorge flora (Madeira Island, Portugal): palaeoecological and biogeographical implications. Journal Of Systematic Palaeontology

Plantas fósseis de São Jorge, Madeira (Marques et al 2017)

Reporta-se um novo foraminífero,  Farinacciella ramalhoi n. gen., n. sp., dedicado a Prof. Miguel Ramalho, director do Museu Geológico, em Lisboa.

A Cherchi, R Radoičić, R Schroeder 2016. Farinacciella ramalhoi, n. gen., n. sp., a larger foraminifer from the Kimmeridgian–lower Tithonian of the Neo-Tethyan realm. Journal of Mediterranean Earth Sciences, 2016. (http://jmes.it/index.php/jmes/article/view/84)

Farinacciella ramalhoi (Cherchi et al 2016)
Miguel Ramalho (Foto:OM)


O terceiro artigo é sobre algas jurássicas:

Granier BRC, Azerêdo AC, Ramalho MM. 2017. Taxonomic revision of Cylindroporella ? lusitanica Ramalho, 1970: In search for the origins of the Family Dasycladaceae. Island Arc. 2017;e12176. https://doi.org/10.1111/iar.12176.


Barattoloporellopsis lusitanica(after Granier et al 2001) 

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Bolsas FCT em Ciências da Terra (concurso de 2016)

Foram anunciados esta semana (31 de Janeiro 2017) os resultados do concurso da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) para Bolsas de Doutoramento e Pós-Doutoramento.
Este ano foram atribuídas 1200 bolsas, sendo 22 para o painel de Ciências da Terra: 11 de doutoramento e 11 de pós-doutoramento, o que corresponde a quase 2% das bolsas.

Houve 49 candidaturas a doutoramento e 86 a pós-doutoramento, mas muitas não são validadas Nas BPD foram validadas 56 candidaturas o que representa 19.6% das candidaturas validadas.

Bolsas de doutoramento por ano (antes da audiência prévia): 
2012: 16
2013: 5
2014: 9
2015: 8
2016: 11

Isto mostra uma política diferente com uma subida significativa no número de bolsas de Ciências da Terra. 
As bolsas pós-doutoramento foram para as seguintes instituições: 2 Univ. Lisboa, 2 Univ. Porto, Univ. Beira Interior, CERNAS, CEAM - Aveiro, IH, Cima - Algarve, FCT-Universidade Nova de Lisboa, e as de doutoramento para UL, 2 UC, 2 UP + UAv, Royal Holloway University of London
FCT-UNL, UAl e UAv.

Dois dias depois (2.2.2017) foi anunciado novo concurso para 900 bolsas de doutoramento.

terça-feira, dezembro 20, 2016

Plesiossauros do Jurássico inferior na Gronelândia

Em 2012 e 2016 recolhemos duas vértebras dorsais e uma costela dorsal do Jurássico inferior numa crista montanhosa na Formação Kap Stewart no Fjord de Carlsberg, na Jameson Land, no leste da Gronelândia, durante a Geocenter Møns Klint Dinosaur Expedition. Os ossos mostram afinidades claras aos plesiossauro: centra anficéficos, com um par de forames nutritivos ventrais, suturas neurocentrais não-fundidas e costelas sem tuberculum. O diâmetro do centra é de 2 cm indicando um indivíduo de pequeno porte. Os plesiossauros são animais essencialmente marinhos e este achado representa os primeiros vertebrados indubitavelmente marinhos nos depósitos mesozóicos da Groenlândia e testemunha os primeiros estágios da abertura do Atlântico Norte ao 44.º de paleolatitude.

Os ossos estão agora em estudo no Museu da Lourinhã e Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL. Este trabalho foi recentemente apresentado por Jesper Milàn na 60th Annual Meeting Palaeontological Association em Lyon, França.

Poster apresentado em congresso sobre plesiossauro da Gronelândia

Milàn, J., Mateus O., Marzola M., & Clemmensen L. B. (2016).  Plesiosaur remains from the Lower Jurassic part of the Kap Steward Formation, Jameson Land, East Greenland – evidence of the earliest marine incursion. 60th Annual Meeting Palaeontological Association. 91-92., Lyon, France: Palaeontological Association 

Tartarugas Jurássicas, em tese de mestrado por Rita Vilas Boas


No dia 19 de Dezembro de 2016, a nossa paleontóloga Rita Vilas Boas defendeu a sua dissertação intitulada “Tartarugas do Jurássico Superior de Portugal” na Faculdade de Ciências e Tecnologia de Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), Caparica, obtendo uma aprovação por unanimidade por 18 valores. A dissertação resulta da tese do Mestrado de Paleontologia em associação entre a FCT-UNL e a Universidade de Évora, orientada por Octávio Mateus e com grande enfoque nas tartarugas fósseis do Museu da Lourinhã.

Rita Vilas Boas na defesa da sua tese de mestrado aos 19 de Dezembro de 2016
Paulo Legoinha, Octávio Mateus, Rita Vilas Boas e Luís Ceríaco

A defesa desta tese atraiu um público interessado, sobretudo de estudantes de paleontologia, família e amigos

Parabéns Rita Vilas Boas!


Resumo:
Os sedimentos litorais do Jurássico Superior de Portugal, sobretudo do Kimmeridgiano e Titoniano, mostram um registo único e rico de tartarugas. Até ao momento, foram identificadas fósseis de Paracryptodira (Pleurosternidae), Eucryptodira basal (Plesiochelyidae e Hylaeochelys) e Pleurodira (Platychelyidae). Descrevem-se aqui quatro espécimes inéditos que compreendem carapaças e plastrão de tartarugas do Jurássico Superior da Bacia Lusitaniana do Membro da Praia Azul da Formação da Lourinhã. Os quatros espécimes do Museu da Lourinhã foram preparados, analisados e descritos, permitindo a sua identificação e classificação filogenética. O esqueleto craniano e apendicular continua raro e pouco conhecido. Estes espécimes são atribuídos a Pleurosternidae Selenemys lusitanica, a Plesiochelyidae Plesiochelys e Craspedocheys e a Eucriptodira basal Hylaeochelys kappa o que é coerente com o já previamente reportado para a Bacia Lusitaniana. O espécime Selenemys lusitanica ML1247 e o holótipo de Selenemys lusitanica são os únicos espécimes de Pleurosternidae identificados no registo europeu do Kimeridgiano superior. O espécime de Hylaeochelys kappa ML2033 tem caracteres distintos do holótipo de H. kappa, considerados aqui como variação interespecífica. Além disso, Hylaeochelys kappa ML2033 é a ocorrência de Hylaeochelys mais antiga conhecida, sugerindo que a origem do género poderá ser ibérica. Os espécimes Plesiochelys sp. ML425 e Craspedocheys sp. ML2164 não poderam ser identificados a nível específico devido à sua condição fragmentada. Plesiochelyidae ocorre sobretudo em níveis transgressivos e de influência marinha, ​o ​que sugere um habitat marinho costeiro ​e ​alguma colonização marinha das tartarugas no Jurássico Superior, em linhagens que não deram origem às tartarugas marinhas do Cretácico Superior nem actuais, que têm uma carapaça mais fenestrada e leve.


Provas de Mestrado em Paleontologia de Rita Isabel Rodrigues Vilas Boas
Dissertação: "Tartarugas do Jurássico Superior de Portugal"
Constituição do Júri: 
Presidente: Doutor Paulo Legoinha, FCT-UNL
Vogais: Doutor Luís Miguel Pires Ceríaco, Investigador Pós-Doutorado, Villanova University, PA, EUA, e  Doutor Octávio Mateus, Professor FCT-UNL.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

"Dinossauros do Gobi" no Porto por Mark Norell

O famoso paleontólogo Mark Norell, Curador de Paleontologia do American Museum of Natural History de Nova York, está de novo em Portugal e desta vez dará uma palestra do Departamento de Geologia da Universidade do Porto.

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016, pelas 14:30
Departamento de Geologia da Universidade do Porto.
Título: "Dinosaurs from the Gobi: Ukhaa tolgod after 23 years"
Venha assistir!

Mark Norell no Museu da Lourinhã em 2013 (Foto:OM)

Recorde-se que este paleontólogo visitou o país em 2013 quando deu uma palestra na FCT - Universidade Nova de Lisboa e visitou o Museu da Lourinhã.

quinta-feira, novembro 24, 2016

Apelo à manutenção dos espécimes-tipo


Um conjunto de 500 cientistas / taxonomistas fazem um apelo a favor do procedimento taxonómico na manutenção de espécimes-tipo, num artigo que agora é apresentado na Zootaxa. O artigo é liderado pelo português Luís Ceríaco (Villanova University), Eliéger Gutiérrez (Universidade de Brasília), Alain Dubois (Museu de História Natural de França) e conta com muitos outros investigadores, nos quais nos incluímos.

Colecções museológicas de paleontologia.
Exemplo de Brigham Young University, Provo, EUA. Foto por OM
Quando se descreve uma nova espécie, ela é baseada num exemplar de referência, o espécime-tipo, ou holótipo. A questão de saber se as descrições taxonómicas que designam novas espécies animais sem espécime-tipo depositado em colecções devem ser aceitas para publicação em revistas científicas e permitidas pelo Código têm sido discutidas e postas em causa. Esta questão foi novamente levantada numa carta apoiada por 35 signatários publicada na revista Nature (Pape et al., 2016) em 15 de Setembro de 2016. Em 25 de Setembro de 2016, a seguinte refutação (estritamente limitada a 300 palavras de acordo com as regras editoriais da Nature ) Foi entregue à Nature, que em 18 de outubro de 2016 se recusou a publicá-la. Como pensamos que este problema é muito importante para a taxonomia zoológica, este texto é publicado aqui exactamente como submetido à Nature, seguido pela lista dos 493 taxonomistas e pesquisadores que estudam coleções, e que assinaram no curto espaço de tempo de 20 de Setembro a 6 de Outubro de 2016.

Correspondência

Em defesa de uma descrição de espécies sem espécimes preservados, alguns colegas deram recentemente argumentos que poderiam levar ao uso generalizado da taxonomia baseada em fotografia (TBF) (Pape et al., 2016). Nós 493 pesquisadores baseados na colecções refutamos esses argumentos.

O objetivo principal do Artigo 73.1.4 do Código - que tolera a nomeação de espécies descritas com base em ilustrações - é permitir a disponibilidade nomenclatural de nomes de espécies estabelecidos sem espécimes de referência antes da maturidade da taxonomia. No entanto, as descrições modernas não devem ser feitas sem provas materiais através de pelo menos um espécime de tipo "museu", que preserva muitos caracteres que não podem ser vistos em fotografias e permitir objetividade, reprodutibilidade e refutabilidade.
A delimitação de espécies é uma questão de taxonomia, não de nomenclatura, mas o trabalho taxonómico exige que esse espécime estabeleça uma ligação objetiva entre um nome e uma população natural, sem a qual a alocação do nome permanece incerta.
As espécies alegadas conhecidas apenas de fotografias podem ser referidas por nomes não científicos até que a recolha de um espécime permita descrições taxonómicas aceitáveis.
A revisão por pares, que não é exigida pelo Código, pode de facto ser útil para trabalhos taxonómicos, se realizada por árbitros competentes, mas tem-se mostrado repetidamente insuficiente para evitar descrições erróneas. O TBF promoverá a divulgação rápida de descrições mal revistas com base em "provas" não verificáveis.
O TBF é prejudicial para os campos da biologia que dependem da taxonomia: impedindo a aprovação de permissões para recolher- um grande incómodo para a taxonomia; Prejudicando a credibilidade e obstruindo os avanços na taxonomia, como pessoas sem treino / sem escrúpulos podem facilmente inundar "catálogos" de vida com táxones duvidosos; Aumentando a instabilidade e a imprecisão, uma vez que o escrutínio é dificultado pela falta de espécimes.
O Código deve ser reformado para evitar que artigos concebidos para lidar com contribuições desde as primeiras idades da taxonomia sejam usados ​​para justificar práticas desactualizadas que possam prejudicar a conservação da ciência e da biodiversidade.




Ceríaco et al.. 2016. Photography-based taxonomy is inadequate, unnecessary, and potentially harmful for biological sciences. Zootaxa. 4196, No 3 http://www.mapress.com/j/zt/article/view/zootaxa.4196.3.9/9439  PDF

quarta-feira, novembro 23, 2016

Palestra sobre uso de isótopos na geologia

Palestra: 
Isótopos radiogénicos e sua aplicação em estudos de proveniência de sedimentos
Por Prof. José Francisco Santos (Universidade de Aveiro)

25 de Novembro de 2016, Sexta-feira, 14:30 no Auditório da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Caparica).  Ver como chegar à FCT-UNL 

Domínios de Investigação do palestrante: Petrologia e geoquímica de rochas ígneas e metamórficas. Cadeia Varisca Ibérica. Geologia isotópica. Estudos de proveniência. Geologia do Irão.





Enquadrado nas actividades do Mestrado em Paleontologia da FCT-UNL + UÉvora.
Organização: Departamento de Ciência da Terra FCT-UNL (Prof. O.Mateus)

domingo, novembro 06, 2016

Pegadas de pterossauros do Jurássico Português


Por serem de animais voadores e mais raros, as pegadas de pterossauros são relativamente pouco comuns quando comparadas com as de dinossauros, porventura também pela menor abundância, por produzirem menos pegadas durante o seu tempo de vida e pela dificuldade de serem reconhecidas.

Na Praia da Peralta, no Concelho da Lourinhã, foram recolhidas mais de 300 pegadas de pterossauro preservadas numa superfície com múltiplos trilhos em preenchimento natural, formando um molde de arenito. A jazida forneceu icnitos da mão e do pé, o que mostra claramente um caminhar quadrúpede, colocando uma pedras sobre a discussão de anos sobre se os pterossauros seriam bípedes. Além disso, esta pegadas mostram a existência de pterossauros Jurássicos muito maiores do que o que se conhece a partir de ossos.
Pegadas de pterossauro (ML1521) do Jurássico Superior, no Museu da Lourinhã
Simon Kongshøj Callesen

Pegadas de pterossauros (Pteraichnidae) do Jurássico Superior (Formação da Lourinhã, Kimmeridgiano/Titoniano) da Praia da Peralta foram o tema da tese de mestrado do agora Mestre Simon Kongshøj Callesen.

Simon nasceu na cidade de Esbjerg, Dinamarca, em 1989. No início de setembro de 2011, ingressou como estudante da Universidade do Sul da Dinamarca (University of Southern Denmark, Institute of Biology, The faculty of Nature Science) em Odense, Dinamarca. Lá ele obteve o grau de bacharel em Biologia em agosto de 2014 e agora o mestrado em Biologia em com a tese "New Pterosaur Tracks (Pteraichnidae) from the Late Jurassic of Praia da Peralta, Portugal", sob a nossa orientação e Prof. Dr. Donald Eugene Canfield.

A tese foi defendida dia 31 de Outubro em Odense e classificada com 12, a nota máxima no sistema dinamarquês.


sábado, outubro 22, 2016

Finalmente... parque e novo museu de dinossauros à vista!

Finalmente... parque de dinossauros e novo museu à vista! Após um desejo e luta de quase 20 anos, finalmente há perspectivas reais de termos o parque e novo museu dedicado à Paleontologia na Lourinhã. Parabéns a todos os envolvidos da PDL - Parque dos Dinossauros da Lourinhã, Câmara Municipal da Lourinhã, GEAL - Museu da Lourinhã e a todos que acreditaram e apoiaram este projecto.
Trata-se de uma nova localização, com área de parque onde se poderá ver reconstituições de dinossauros e outros fósseis no exterior, e um novo espaço interior dedicado à museologia dos fósseis reais de dinossauros da Lourinhã. A gestão será privada, pela PDL, e com forte incentivos à Ciência.
Este investimento é o maior alguma vez feito num equipamento no concelho da Lourinhã e também representa um avanço significativo no apoio à paleontologia, como ciência.

Replicamos aqui a notícia do Público:




Parque de dinossauros à vista na Lourinhã

Terá 250 réplicas de dinossauros em tamanho real, exposições de fósseis e um laboratório científico. Início da construção previsto para 2017, abertura ao público para 2018.



O parque Jurássico da Lourinhã, que terá como atracções fósseis e réplicas em tamanho real de dinossauros, vai começar a ser construído em 2017, anunciaram esta quinta-feira os seus promotores, assegurando o financiamento através de fundos comunitários.
O promotor do projecto é a sociedade PDL – Parque dos Dinossauros da Lourinhã, empresa do grupo alemão detentora do Dinopark, um museu de dinossauros na cidade alemã de Münchenagen. Em comunicado, a sociedade PDL refere que a candidatura do projecto a fundos comunitários foi aprovada e que assinou com o Turismo de Portugal o contrato de co-financiamento para a criação do parque na Lourinhã – “um passo determinante para a concretização do projecto”.
Com o financiamento garantido, os promotores do projecto estimam desenvolver ainda este mês “medidas de preparação na área do parque” e apontam para 2017 a construção de um parque ao ar livre, com 250 réplicas de dinossauros em tamanho real, e de um edifício com área de exposição de achados de dinossauros com 150 milhões de anos, uma loja e um laboratório de preparação de fósseis. “Todo o complexo deve ser aberto ao público em 2018.”
À espera de 200 mil visitantes por ano, este é considerado um “projecto âncora para o desenvolvimento turístico” da região. O Parque Jurássico da Lourinhã vai ocupar, numa primeira fase, dez dos 30 hectares do terreno onde funcionou a antiga lixeira municipal. Desde há dez anos que a câmara municipal ambiciona ter um novo museu, para dar a conhecer os achados paleontológicos daquela que é considerada a “capital dos dinossauros” em Portugal.
Contudo, o projecto, cuja construção e a abertura ao público chegaram a ser anunciadas várias vezes, tem vindo a ser adiado por falta de financiamento. Para ser concretizado, foi redimensionado e o investimento foi reduzido de 20 para cerca de cinco milhões de euros.
Em 2011, o município alterou o Plano Director Municipal para viabilizar a construção do parque no Pinhal dos Camarnais e entregou o projecto a privados, cedendo por 50 anos o terreno.
Em Setembro de 2016, o município e o Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL) – que gere o actual Museu da Lourinhã e é o detentor do espólio e conhecimento científico – estabeleceram um protocolo com o promotor do parque, a que a Lusa teve acesso.
Ao abrigo da cooperação, as entidades locais autorizam a exposição dos achados de dinossauro no novo museu, continuando a investigação científica a ser feita por paleontólogos do GEAL.

No mapa-múndi da paleontologia

Após a abertura do parque, a sociedade PDL vai atribuir ao GEAL um apoio financeiro anual para as escavações, preparação e investigação científica dos achados. Esse financiamento será calculado em função do número de visitantes por ano: entre dez mil euros (até 50 mil visitantes) e os 130 mil euros (se ultrapassar os 300 mil visitantes), sendo 80 mil euros a verba a arrecadar por 150 a 200 mil visitas.

Ossos, desenho e réplica dos embriões de dinossauros da Lourinhã NUNO FERREIRA SANTOS
Mas, se a verba ultrapassar um milhão de euros ao fim de dez anos, pode cessar ou ser reduzida, motivo pelo qual, na última assembleia municipal, o PSD levantou dúvidas sobre o protocolo celebrado pela maioria socialista.
A Lourinhã tornou-se a “capital dos dinossauros” e também ficou conhecida mundialmente a partir de 1997, quando foi então revelada a descoberta de fósseis importantes – ovos com embriões de dinossauros carnívoros bípedes. Com 150 milhões de anos (do Jurássico Superior), os ovos fossilizados tinham sido encontrados em 1993 na praia da localidade de Paimogo. Estavam num ninho enorme, onde um grupo de fêmeas tinha posto mais de uma centena de ovos, e colocaram desde então a Lourinhã no mapa-múndi da paleontologia.
Já em 2013, a menos de dez quilómetros da praia de Paimogo, voltaram a descobrir-se mais fósseis de ovos, desta vez na praia de Porto das Barcas, na localidade de Atalaia. Mais exactamente, encontraram-se centenas de fragmentos de cascas de ovos, com ossos de embriões e dentes, também com 150 milhões de anos.
Estes dois achados (da praia de Paimogo e da praia de Porto das Barcas) são os fósseis de ovos de dinossauros carnívoros mais antigos do mundo. Outros fósseis, além dos ovos, têm sido encontrados na Lourinhã. Ovos ainda antigos, só os de dois dinossauros herbívoros, encontrados na África do Sul e na China, ambos com cerca de 190 milhões de anos.
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